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DESPERTAR


O Jogo do Exterminador
Escrito por J.M. Beraldo

O primeiro jogo on-line massivo da ficção científica brasileira é ambientado num universo ficcional rico e consistente, embasado num arco histórico que abrange mais de um quarto de milênio, desde o início do século XXI até meados do século XXIII e além.

Uma epopéia apresentada na forma da História do Futuro, nos melhores moldes da ficção científica, elaborada para narrar as aventuras da humanidade durante a Diáspora Estelar.

Como game on-line, o Taikodom foi concebido para ser jogado por milhares de pessoas simultaneamente. Cada uma delas representando seu próprio personagem e interagindo com outros personagens, tanto os encarnados por outros jogadores, quanto os gerados pelo próprio sistema, os non-player characters.

Só que nosso universo não se limita ao game.

O game online é o principal, mas não o único produto desse universo.

Existe também a literatura de ficção científica do Universo Taikodom. Num sentido estrito, a literatura do universo ficcional é representada não só pelos contos e romances mas também por uma linha de graphic novels, que será lançada em paralelo com o game e os livros.

Todas as vertentes do universo ficcional se inserem no mesmo ciclo da História do Futuro e obedecem, grosso modo, às mesmas leis de consistência e plausibilidade que definem o U.F.

Mas, um quarto de milênio é um período de tempo considerável. Do mesmo modo, com oitenta anos-luz de diâmetro, a esfera imaginária centrada no Sol que define o Espaço Humano constitui um volume imenso, apesar de representar apenas uma gotícula no oceano da Periferia Ignota. Portanto, com esse intervalo espaço-temporal tão vasto à disposição, não é de admirar que nossas narrativas nas diferentes mídias se desenrolem em várias épocas da História do Futuro e em diversos sistemas estelares do Espaço Humano, a tal gotícula de oitenta anos-luz é chamada de “Taikodom” pela maioria dos cidadãos, numa corruptela sutil da acepção original desse termo.

Despertar é o primeiro livro desta coleção que apresentará as narrativas literárias do U.F. Seu autor, João Marcelo Beraldo é escritor de ficção científica e game designer do próprio Taikodom. Portanto, ninguém melhor do que ele para fazer as honras da casa e apresentar oficialmente essa vertente literária ao público leitor brasileiro, nesta que é a primeira publicação profissional da literatura taikodônica. A ação eletrizante do romance se passa na mesma época em que tem início o módulo I do game on-line. Diversas cenas, ambientações e personagens são inclusive comuns ao romance e ao jogo.

Despertar é a história de dois amigos brasileiros — Jorge Santiago e Augusto Carrera — que serviam juntos como piloto e co-piloto na Força Aeroespacial da União do Centro, bloco geopolítico do qual o Brasil fazia parte em meados do século XXI, época em que as mega-corporações já haviam migrado para o espaço interplanetário, e dado início à exploração e à colonização do Sistema Solar.

Em janeiro de 2073, deu-se a Restrição da Terra. Um campo energético inexpugnável surgiu do nada sem explicação, impedindo que qualquer objeto material se aproximasse do nosso planeta. Sem o apoio dos recursos financeiros prodigiosos das comunidades e megacorps espaciais, a civilização global terrestre — que na época já enfrentava a crise ambiental e econômica mais grave da história — ingressou em seu estado de agonia final. Os governos se desfizeram em meio ao caos e a miséria que imperavam numa escala mundial sem precedentes.

A única saída possível foi empreender a fuga sem volta para o espaço. As megacorps empregaram seus vastos recursos imobilizados na Terra para financiar a construção de uma frota de milhares de veículos one-way para tentar salvar pelo menos alguns milhões de terrestres: as naves do desespero.

Santiago e Carrera estavam entre aqueles poucos felizardos que lograram escapar ao caos planetário.

Contudo, as comunidades espaciais não tinham interesse e condições de alojar tantos milhões de pessoas e de alocar tanta mão-de-obra não qualificada em tão pouco tempo. Meritocratas e hipercapitalistas, os spacers arquitetaram uma solução simples para o dilema: colocaram quase todos os milhões de emigrantes terrestres em estado de animação suspensa. De lá para cá, os terrestres têm sido “ressuscitados” de acordo com as necessidades das megacorps e comunidades da sociedade espacial.

No ano 153 da Era da Restrição, dá-se o Despertar de Santiago e Carrera. Os spacers tentam vender aos recém-despertados o modus vivendi de um futuro hipertecnológico no qual todas as agruras da existência humana teriam sido eliminadas: não existe mais fome nem miséria; o acesso ao conhecimento e à tecnologia baratos tornou-se direito universal; as pessoas possuem memória perfeita e capacidade de processamento e acesso à informação além dos sonhos mais ousados dos antigos terrestres; existem ainda miríades de consciências artificiais amigáveis dispostas a amparar os humanos orgânicos em suas tarefas e atividades cotidianas. Os cidadãos dessa utopia futurista armazenam suas personalidades em locais seguros e reencarnam à vontade em clones melhores que seus velhos corpos originais. A morte foi conquistada. A imortalidade tornou-se uma opção viável a preços módicos.

Diante de tantas e tamanhas maravilhas, Santiago e Carrera devem pensar que morreram e ressuscitaram no Paraíso, certo? Errado. Porque a utopia hipertecnológica que funciona com perfeição para o cidadão típico do século II er parece não servir tão bem aos antigos hibernautas terrestres. Do ponto de vista deles, esse presente com cara de futuro exibe seu lado distópico sombrio praticamente desde o início.

Para começar, não existe mais família. Pais, mães, irmãos e filhos são conceitos arcaicos do passado atávico terrestre. As diversas estirpes espaciais fabricam suas novas gerações através da combinação ideal dos gametas das comunidades e educam as crianças assim produzidas de maneira extremamente eficiente e profissional, no melhor estilo spacer.

Outro conceito obsoleto é o de nacionalidade. As nações da Terra se extinguiram. No espaço, reina o hipercapitalismo meritocrático, só existe iniciativa privada e o próprio conceito de “Estado” é tido como outro atavismo primata que a humanidade espacial julgou melhor deixar no passado.

O pior de tudo é que “ressurrectos” como Santiago e Carrera são considerados cidadãos de segunda classe, do tipo que costuma ser usado como bucha de canhão e é obrigado a se contentar com funções e tarefas que poucos espaciais se dignariam exercer. São readaptados para inserção no presente, reeducados para suportar minimamente um Choque do Futuro bem mais brutal e avassalador do que o imaginado por Alvin Toffler.

Em Despertar, Beraldo nos brinda com a narrativa vívida e movimentada da luta dessa dupla de amigos ressurrectos para se adaptar, superar preconceitos e conquistar seu lugar neste futuro que se tornou presente, pincelada sobre o pano de fundo de uma guerra estelar não declarada entre as diversas facções humanas, um conflito que põe em risco a prosperidade e a expansão da humanidade Taikodom adentro.

 

O Autor


Desenhista, escritor, baterista, game designer, diretor de criação, historiador, web designer, estudante, louco. Todas essas palavras se encaixam na descrição de quem é João Marcelo Beraldo, mas mesmo assim falham em contar toda a história.

Aos 13 anos, começou a trabalhar como ilustrador de apostilas e como beta tester de programas de computador. Já nessa época, para testar tais programas, criava histórias interativas (e atormentava programadores com o dobro de sua idade ao encontrar erros imperceptíveis). De ilustrador passou para designer e, aos 17, começou a estudar Desenho Industrial, até receber o convite para trabalhar em Lisboa, Portugal, na área de ensino a distância.

Depois de seis meses perdido a quilômetros de distância de casa, Beraldo voltou ao Brasil para trabalhar no novo escritório carioca da empresa portuguesa, onde chegou a se tornar Diretor de Multimídia, antes de decidir procurar novos desafios.

Os anos seguintes o levaram a trabalhar em diversos projetos de design. CDs sobre câncer para o Inca (as fotos ainda o perseguem em seus sonhos), apresentações de moda, e até mesmo trabalhou para o Exército (apesar de se recusar veementemente a cortar o cabelo e fazer a barba). Continuou a exercer suas habilidades profissionais por mais de quatro anos com um grupo independente de desenvolvimento de jogos eletrônicos, Somniumstudio, criando jogos, desde a base de sua história até o gameplay.

Produziu um RPG online, um universo seu dentro da famosa série de jogos de computador Wing Commander, que foi sucesso por 4 anos, com jogadores de todo o mundo, antes de decidir partir para seu projeto atual.O jogo WC:Frontier continua na forma de três versões alternativas, administradas por antigos jogadores e amigos nos EUA e Canadá. Então, um dia, Beraldo decidiu que talvez devesse procurar outra área.

Para a surpresa da maioria, fez vestibular para História. O curso de História abriu os olhos de Beraldo para um leque infindável de idéias para escrever tudo o que já vinha há anos rabiscando como histórias de RPG ou jogos de computador. Esse período o levou a criação de um Universo Ficcional mais complexo do que poderia por em qualquer livro. A idéia? Criar uma série de romances, contos e jogos que compartilhassem um mesmo mundo. Os eventos de uma história poderiam influenciar as outras. Nasceu então seu primeiro romance, Véu da Verdade, publicado em 2005.

Voltou a trabalhar com design produzindo tutoriais em flash para a Siemens, no ensino a distância como Diretor de Criação da Eschola.com, em jogos na Somniumstudio e ainda em seu segundo romance, Jogos de Guerra. A partir de 2006, foi convidado pela Hoplon Infotainment para auxiliar no desenvolvimento do Universo Ficcional do Taikodom.

Depois de seis meses dando apoio a distância, Beraldo firmou os laços com a empresa, tornando-se Game Designer Especialista, responsável pelo conteúdo do jogo. Nas horas não-tão-vagas trabalha em um romance ambientado no Universo do Taikodom, um RPG (Mundo Renascido), uma meia dúzia de outros romances e, de vez em quando, caça alienígenas, terroristas ou dragões em dezenas de jogos inacabados em seu PC.

 

A saga de dois pilotos brasileiros


Jorge Santiago e Augusto Carrera estão entre os poucos felizardos que conseguiram escapar da Terra, quando nosso planeta natal foi arrancado da humanidade por uma entidade de poder incomensurável. Postos em animação suspensa pelos humanos espaciais que patrocinaram a fuga dos dois terrestres, são despertados século e meio mais tarde, num futuro hipertecnológico no qual todas as agruras da existência humana parecem ter desaparecido por passe de mágica: não há mais fome ou miséria; o acesso ao conhecimento e à tecnologia é direito universal; as pessoas jamais esquecem eventos ou compromissos; possuem consciências artificiais para auxiliá-las em seus afazeres cotidianos; armazenam suas personalidades em locais seguros e reencarnam à vontade em clones melhores do que seus velhos corpos originais.

A morte foi conquistada.  A imortalidade é opção viável para qualquer um que possa pagar, e nem é tão caro assim. Os dois amigos devem pensar que morreram e ressuscitaram no Paraíso, certo?  Errado. Porque a singela utopia futurista começa aos poucos a revelar seu lado distópico sombrio.

Em Despertar, Beraldo nos brinda com a narrativa vívida e movimentada da luta desta dupla de amigos para se adaptar, superar preconceitos e conquistar seu lugar no futuro que se tornou presente, pincelada sobre o pano de fundo de uma guerra estelar não declarada entre as diversas facções humanas, um conflito que põe em risco a prosperidade e a expansão da humanidade espaço adentro.

Uma expedição pelo tempo, história e tecnologia do Espaço Humano.


Saiba mais sobre game e livro visitando o site oficial do game
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UNIVERSO TAIKODOM